Sem ônibus e metrô: metroviários decidem paralisação de 48 horas

DAY SANTOS/Acervo JC IMAGEM

Na noite desta terça-feira (25), após assembleia do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), realizada na Praça da Greve, no Metrô do Recife, foi decretada a paralisação do metrô por 48 horas, iniciando às 22h desta terça. A categoria pede por melhorias no transporte na Região Metropolitana do Recife e por valorização profissional.

Segundo o Sindmetro-PE, a exigência é de que haja o reajuste do piso salarial e cláusulas que garantam a estabilidade do emprego. Além disso, o sindicato quer que o Governo Federal retire a CBTU do Programa Nacional de Desestatização (PND), promessa feita pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral.

“O Governo Lula defende a soberania nacional e a importância das empresas públicas, incluindo a CBTU, que sempre prestou um serviço de excelência à população. O governo Lula não pode se igualar ao governo Bolsonaro, que sucateou a empresa com o intuito de vendê-la”, disse Luiz Soares, presidente do Sindmetro-PE.

Caso a privatização seja efetivada, os metroviários pedem pela realocação dos funcionários para outros órgãos públicos. No último dia 12 de julho, os metroviários já haviam realizado uma paralisação de 24 horas.

A ação será conjunta com a greve dos rodoviários que deram início ao movimento grevista após a categoria e empresários não terem chegado a um acordo sobre as reivindicações propostas. A greve está prevista para iniciar às 0h desta quarta-feira (26).

“Infelizmente, nós rodoviários não avançamos em nosso acordo com a empresa. E sabemos, sentindo na pele, o que é ser privatizado, pois os ônibus da Grande Recife são privatizados e a gente vê que isso não resolve. Quero afirmar que estaremos juntos, rodoviários e metroviários, iremos lutar contra os poderosos e a união vencerá”, afirmou o presidente dos Rodoviários de Pernambuco, Aldo Lima.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários Urbanos de Passageiros do Recife e Região Metropolitana e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) entraram em negociação, na terça-feira (25), em reunião comandada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, desembargador Fábio Farias.

Após duas horas de negociação, não houve acordo. Os representantes dos rodoviários pediram 5% de reajuste salarial, aumento do vale-refeição para R$ 500 e da gratificação pela dupla função exercida para R$ 200 (com a inclusão na convenção coletiva da categoria). A Urbana ofereceu 3% de acréscimo no salário, R$ 370 de vale-refeição e R$ 150 de gratificação (com a inclusão na convenção coletiva da categoria). A proposta não foi aceita. O objetivo das audiências de conciliação propostas pelo TRT-6 foi evitar a paralisação dos ônibus da Região Metropolitana do Recife – anunciada para a quarta-feira (26) – ou a proposição de um dissídio coletivo.

A paralisação dos ônibus e do metrô irá atingir 2 milhões de pessoas que dependem dos transportes todos os dias.

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